atrás de mim, vem o fogo
gélido da última carruagem da noite
e é cansaço aquele barco
que se afoga no tejo e é fogueira, aquela lágrima que cresce na alvorada
atrás de mim, sentindo no
olhar o nome de uma fotografia, que tinha medo
e que vivia, e que dormia
abraçado ao segredo,
quando se erguia, e quando
das almas o esqueleto
ardia
e sofria, atrás de mim, o
perfume horrendo da solidão
que também sabe a mel, e
que também
se afoga noutro rio, com
outro nome, e em azul-papel.
10/01/2026, 21:48
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