Depois, despiu-se, puxou de um cigarro e completamente nu, começou a correr pela rua como se estivessem a cair sobre ele,
Flores, meu amor
Flores quase sorrisos, sítios estranhos para se almoçar ou apenas,
Beber um copo até que se dispa também e comece a correr rua abaixo,
A noite
O vinte e oito sabia, e eu
Eu também me despia, e
Depois um apito, a lua descia, entrava pela janela, depois
Depois era sempre sábado na calçada da ajuda, e eu
Descia a calçada, despia-me
Corria,
E subia,
E descia,
E o vinte e oito, esse
Já dormia.
Alegria, pensava eu.
Depois, despiu-se, puxou de um cigarro e completamente nu, começou a correr pela rua como se estivessem a cair sobre ele,
Flores, meu amor
Flores, flores de papel.
Quem diria, dona Antónia então vai ser uma menina
E que sim, três quilos e duzentos, quase com cabelo
Os meus,
Voavam sobre o tejo já quase cacimbo, já quase madrugada sem pertencer ao destino, depois
Despiu-se, e com meia dúzia de escudos, desceu a calçada, e correu, e correu tanto
Nunca mais foi visto desde então, perdendo-se na neblina de um sábado à tarde, depois das cinco
O travesseiro deitado sobre o corpo, ela pertencia aos primeiros degraus do paraíso, peço desculpa, mas também não faço a mínima ideia do que quer dizer,
E mesmo assim, era uma menina. Uma menina…
Até que os carris se erguiam a meio da noite, e quando a janela estava aberta, quase sempre noite, naquela janela
Eles todos, todos eles entravam, sentavam-se conforme calhava e
Quando se ouvia um apito de luz,
Quase era sinal de que alguém tinha falecido no musseque. Sorriam.
E nós fingíamos que estávamos vivos depois do velório da noite passada, uma menina
Três quilos e duzentos, dona Antónia é obra do destino
O meu menino tão pequenino, tão
Quase um grãozinho de areia esquecida no Mussulo,
A avenida dormia, eu sentia e percebia
Que o sono,
Era apenas uma sombra da noite.
Depois, despiu-se, puxou de um cigarro e completamente nu, começou a correr pela rua como se estivessem a cair sobre ele,
Flores, meu amor
Flores, flores de papel.
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