Era só uma jangada de
vento que atravessava a estrada, foi lágrima, depois vestiu-se de guerreiro,
comeu, dormiu um pouco, acordou, não tinha sonhado, por acaso
E voou sobre a
atmosfera ruiva e densa de uma triste madrugada.
Pegou na espingarda.
Disparou algumas
palavras contra a protecção da noite, houve estrelas que caíram, muitas
Umas morreram, e outras,
Desmaiaram acreditando
no sonho,
E até hoje viveram.
Era só uma jangada de
vento que atravessava a estrada, talvez da vida,
Talvez, de nada.
Era tão bela e formosa
a jangada, e era o dó do vento
O nó na garganta do dó
da gravata, um ardor no peito, qualquer coisa mais parecida com uma abelha,
esperta…
Era só a geada, foi em
tempos uma jangada de vento
Que quase sempre,
Nunca tinha o silêncio,
do vento
Nem o vento de nada.
Era tão definido o
abismo e o destino
Um corpo, um menino
Algures a comer línguas
de gato, depois o sorriso
Se esgueirou, perdoou,
e se ergueu perante o Deus Criador; era só um menino com olhos de luz, e com o
tempo, cegou, e hoje é a noite, e amanhã,
O que será este menino,
amanhã?
Que era só, uma jangada
de vento que atravessava a estrada, era só um menino que procurava o dia,
quando era sempre noite,
Sobre a estrada…
Era só uma jangada, e
pobre jangada…
Tão pobre, que às vezes
o vento, pelo transporte,
Não lhe levava nada.
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