sábado, 9 de novembro de 2019

Medo


Tenho medo, mãe,

Do vento que se alicerça nas tuas mãos e traz a saudade.

Tenho medo da cidade,

Dos fantasmas da noite,

Que vivem na cidade.

Tenho medo, mãe,

Das palavras que escrevo,

Das que não escrevo,

E das que devia escrever.

Tenho medo dos pontos de interrogação,

Dos travessões,

E do ponto final, parágrafo.

Tenho medo, mãe,

Do sono,

Da noite,

E dos sonhos!

Tanto medo, minha mãe…!

Medo.

 

 

 

Francisco Luís Fontinha

09/11/2019

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