sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Socalcos adormecidos



Travestidos medos
que fugazmente atormentam meus segredos,
cansaços abraços nos socalcos adormecidos,
erguem-se na madrugada
os falsos beijos prometidos,
como a janela do amor escancarada…
sinto o peso da espada solar
enquanto escrevo estas palavras no infinito mar,
o corpo esquece
os sonâmbulos acorrentados,
e há na escuridão
uma mão que aquece
o coração…
dos telhados apaixonados.


Francisco Luís Fontinha
02/12/16

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