quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

A caneta


uma caneta no silêncio da noite
vagueia na mão da liberdade
beija palavras
e abraça-se aos desenhos que só as paredes de um olhar
conseguem projectar
na madrugada de uma cidade…
não há covarde
ou idiota
… ditador
cabrão…
que com uma espingarda
ou canhão
consiga amedrontar
a palavra
disparada
pela caneta no silêncio da noite!



Francisco Luís Fontinha – Alijó
Quinta-feira, 8 de Janeiro de 2015

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