A porta do mar é uma casa sem pão que está arder na alvorada de um relógio de parede, cada quadrícula do meu caderno é uma janela no toque de uma fotografia que não tem a noite para lhe sorrir.
Somos só nós, tu e eu.
Mas tu também sou eu dentro do outro eu, tantos mares que tive, que sobre eles, dormi e comi, na tangente inversa de uma lágrima cansada de voar.
Tantos jardins na esplanada do silêncio térreo da chuva que vai trazer a luz, depois, a porta terá mil estrelas de brincar, dos mil sóis de um olhar,
E me mostrar o que existe,
Depois,
Da porta do mar.
05/10
17:54
