Na viagem sente o
viajante o cansaço e o peso da espuma que seduz a árvore ausente, e que
arremessa contra o clitóris, a infernal distância que separa os teus seios, da
outra metade da laranja.
Saberia eu se o sentido
proibido de caminhar sobre as brasas clandestinas da noite, que o prazer se
alicerça quase em ruínas, que de sucata se compõe, a rua do meu sorriso.
Saberá a laranja, a
metade da laranja, a razão inversa de ser, a derivada quase perfeita, dos teus
seios míseros, no vento, capazes de levitar todos os barcos, do oceano,
cinzento, e escuro.
do meu viver.
Sou o viajante desta
triste e longínqua, e sem fim, viagem, viver, não tendo medo de, mas o desejo,
de
ser,
qualquer coisa,
seja ela, qual for,
de,
ter.
05/10
13:57