Já nada faz sentido
no sentir e no viver,
no sorrir e no escrever,
já quase que é silêncio
dentro do silêncio,
no amanhecer,
sempre na corrida sem
tempo,
na distância entre um
olhar,
e o vento.
Já quase nada faz sentido
no sentir
a vergonha de o ser,
sem o saber,
sentir a máquina de
tricotar
na cabeça em
fatiadas migalhas de
alvorada,
quase, quase que ao
nascer,
a flor se apaga a
escuridão,
e
o meu corpo,
já quase nada sente,
neste pequeno,
sentir,
sentir que há
gente na praia
morrendo,
e sofrendo,
porque já nada faz
sentido,
no ser,
e no,
vivendo.
05/10
11:34