Aqui estou eu, sendo eu qualquer coisa, estranha na ausência da estética de um fio de nylon atado ao pescoço
Aqui estou eu, pertencendo e sendo, eu
Um pedaço de espuma no corpo da morte
Ou até estrela do céu
Aqui estou eu, sentado e aflito
Sentado e enforcado ao salitre e ao enxame de flores
Que aqui estou eu, a última porta da noite
Sentada também, no meu colo
Aqui estou eu, o milhafre do desejo
A palavra e o beijo
E a mão que chora
O rosto em despedida
Aqui estou eu, em partida
E sem regresso
Em cada verso, que aqui estou eu
Outro verso, outro eu.
