Também é quase possível que o livro seja o silêncio
Da água que arde, na alvorada que também é silêncio
A noite que voou sobre a folha de papel e mel
Até alcançar a tarde no toque de uma fotografia
Também é quase possível que o livro seja o silêncio
Que cada sombra é uma espada, na palavra escrita, na palavra falada
Também é quase possível que a fogueira da chuva
Morra na espuma de um olhar
De um olhar quase bala
Disparada por uma espingarda, embriagada
Também é quase possível que o livro seja o silêncio
Que o livro seja o silêncio
24/05
Francisco