24 maio 2026

Que o livro seja o silêncio

Também é quase possível que o livro seja o silêncio

Da água que arde, na alvorada que também é silêncio

A noite que voou sobre a folha de papel e mel

Até alcançar a tarde no toque de uma fotografia


Também é quase possível que o livro seja o silêncio

Que cada sombra é uma espada, na palavra escrita, na palavra falada

Também é quase possível que a fogueira da chuva

Morra na espuma de um olhar


De um olhar quase bala

Disparada por uma espingarda, embriagada

Também é quase possível que o livro seja o silêncio

Que o livro seja o silêncio


24/05

Francisco