(à minha, mãe)
As árvores, são crianças,
que brincam
No mar
O mar, o mar
É uma mão, às vezes
Faminta,
E às vezes,
Infinita
Fascina-me, o infinito
O infinito, longínquo,
abstracto
E por vezes, louco
Que nunca acaba, nunca
As árvores, são beijos
São seios, de quem já foi
mãe
São sombras, também
E pontes, e rios
Rios de alguém
As árvores, são crianças,
que brincam
No mar
O mar, o mar
No mar de ninguém.
29/08
21:38


