29 agosto 2026

As árvores, são crianças, que brincam No mar,

(à minha, mãe)

 

As árvores, são crianças, que brincam

No mar

O mar, o mar

É uma mão, às vezes

Faminta,

E às vezes,

Infinita

 

Fascina-me, o infinito

O infinito, longínquo, abstracto

E por vezes, louco

Que nunca acaba, nunca

 

As árvores, são beijos

São seios, de quem já foi mãe

São sombras, também

E pontes, e rios

Rios de alguém

 

As árvores, são crianças, que brincam

No mar

O mar, o mar

 

No mar de ninguém.

 

29/08
21:38

Lábios de mel, São engano, são mentira

Lábios de mel,

São engano, são mentira

A seara se deita, sobre a terra

Lavrada,

Pela mão-charrua, pela mão-enxada

Olhos de mar, quase espada

São tristeza, são a solidão. De uma janela,

Quase, quase encerrada.

 

29/08
21:21

francisco luís fontinha

No doce mel, o mar

Vai partir, o foguetão

Para onde, vai

Vai o foguetão?

 

Bom,

 

Que se foda o Francisquinho, e o respectivo,

Tipo, foguetão.

Ponto

 

Então.

 

No doce mel, o mar

Abandonou, nos lábios ausentes,

As sementes, e as searas

Nas alegres, e distantes

Vozes, os oceanos

Descendo ao infinito, dois pontos

Tocam-se, e não se tocam

 

Vai partir, o foguetão

Para onde, vai

Vai o foguetão?

 

29/08
19:33

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