29 agosto 2026

As árvores, são crianças, que brincam No mar,

(à minha, mãe)

 

As árvores, são crianças, que brincam

No mar

O mar, o mar

É uma mão, às vezes

Faminta,

E às vezes,

Infinita

 

Fascina-me, o infinito

O infinito, longínquo, abstracto

E por vezes, louco

Que nunca acaba, nunca

 

As árvores, são beijos

São seios, de quem já foi mãe

São sombras, também

E pontes, e rios

Rios de alguém

 

As árvores, são crianças, que brincam

No mar

O mar, o mar

 

No mar de ninguém.

 

29/08
21:38