Não será o destino
vencido, ele me vencer
Não será a lápide de uma
mão
Ou o beijo da noite
Não será a janela do
silêncio
Não será o mar
Não será a chuva
Não será o corpo
Não será a pluma
Não será nunca
Este viver
Não será o destino
vencido, ele me vencer
Não será a morte o medo
de viver
Não será a lua a luz da
noite
Não será a noite
Os lábios da madrugada
Não será a charrua
A corrente e o semífero do
abstracto dia, na terra lavrada
Não será a espada, no
peito cravada
Não será o sol, a alegria
sentida e nua
Da árvore que não será a tarde
Não será o rio
Não será poesia
Não
Não será
29/05
03:53