Um dia, dentro do cubo místico
e imperfeito
O desdém amargo da boca
doente, e cansada
Depois que a estampa do
odor
Se deitar na lápide de
ontem
Pergunto ao vento, quanto
custa um punhado de nada
Quanto vale uma espada, sem
lâmina
E pergunto ao vento
Quanto custa um
pensamento
Um dia, dentro do cubo
místico e imperfeito
A casa em ardumes e
sentidos pêsames
Doida, tão doida com a
água
Como o silício da alvorada,
míope, vesgo e feio
Um dia
28/05
21:51