28 maio 2026

Um dia

Um dia, dentro do cubo místico e imperfeito

O desdém amargo da boca doente, e cansada

Depois que a estampa do odor

Se deitar na lápide de ontem

 

Pergunto ao vento, quanto custa um punhado de nada

Quanto vale uma espada, sem lâmina

E pergunto ao vento

Quanto custa um pensamento

 

Um dia, dentro do cubo místico e imperfeito

A casa em ardumes e sentidos pêsames

Doida, tão doida com a água

Como o silício da alvorada, míope, vesgo e feio

 

Um dia

 

28/05
21:51