28 maio 2026

E se o sol morrer, de febre, de tédio

E se o sol morrer, de febre, de tédio,

E se a lua se apaixonar pelo sol, melódico, e poético

E se a rua não tiver saída

E o poço sobre a abertura, tem uma pedra

 

E se a erva fumada, deixar de ser erva fumada, e ser apenas uma planície, infinita e sentida e amada

Ou apenas uma triste estrada

Ou até uma simples escada

De acesso ao nada

 

E se eu também morresse, e se eu também sentisse

Que a lua é a flor de uma outra primavera

Que a luz é uma sombra, uma pedra lançada

Sobre o mar da palha

 

28/05
21:26