E se o sol morrer, de
febre, de tédio,
E se a lua se apaixonar
pelo sol, melódico, e poético
E se a rua não tiver
saída
E o poço sobre a
abertura, tem uma pedra
E se a erva fumada,
deixar de ser erva fumada, e ser apenas uma planície, infinita e sentida e
amada
Ou apenas uma triste
estrada
Ou até uma simples escada
De acesso ao nada
E se eu também morresse,
e se eu também sentisse
Que a lua é a flor de uma
outra primavera
Que a luz é uma sombra,
uma pedra lançada
Sobre o mar da palha
28/05
21:26