Na corrente crepuscular
do meu corpo tenho o salgado
mar,
o veneno que me olhou, ao
nascer
e hoje não é mais do que
um cadáver de insónia.
Como eu preciso tanto da
tua voz, meu amor…!
22/09
11:55
Na corrente crepuscular
do meu corpo tenho o salgado
mar,
o veneno que me olhou, ao
nascer
e hoje não é mais do que
um cadáver de insónia.
Como eu preciso tanto da
tua voz, meu amor…!
22/09
11:55
No branco vento,
Do amanhecer,
Os teus seios são brasa,
são o desejo
A arder, no cardume piramidal
Do orgasmo, prometido.
Os teus seios, são a
primavera
De um beijo, na espuma poética
Da certeza, do mel. Os teus
seios
São o pôr-do-sol da
solidão, na palavra,
Ou na palma da minha mão.
No branco vento,
Do amanhecer,
Os teus seios são brasa,
e são
O viver, na ausência da
voz do fogo,
Os teus seios em brasa
Na minha mão, e no sofrer.
No branco, e no vento,
Do mar aos lábios, e da
certeza, do mel,
Os teus seios são a
ribeira invisível,
Que sobre o amanhecer da
minha insónia.
22/09
01:03
Uma árvore, cai
sobre o tapete vermelho
da humilhação,
um pássaro de aflição
no sofrido calor, de
final de verão
é assassinado pela
esferográfica de uma mão,
o sangue que tanto o é,
que o teu nome, esqueci
e a árvore, a árvore
começa a encolher, a encolher
e zás, que se faz noite.
21/09
19:36