No branco vento,
Do amanhecer,
Os teus seios são brasa,
são o desejo
A arder, no cardume piramidal
Do orgasmo, prometido.
Os teus seios, são a
primavera
De um beijo, na espuma poética
Da certeza, do mel. Os teus
seios
São o pôr-do-sol da
solidão, na palavra,
Ou na palma da minha mão.
No branco vento,
Do amanhecer,
Os teus seios são brasa,
e são
O viver, na ausência da
voz do fogo,
Os teus seios em brasa
Na minha mão, e no sofrer.
No branco, e no vento,
Do mar aos lábios, e da
certeza, do mel,
Os teus seios são a
ribeira invisível,
Que sobre o amanhecer da
minha insónia.
22/09
01:03