22 setembro 2026

No branco vento, do amanhecer

No branco vento,

Do amanhecer,

Os teus seios são brasa, são o desejo

A arder, no cardume piramidal

Do orgasmo, prometido.

 

Os teus seios, são a primavera

De um beijo, na espuma poética

Da certeza, do mel. Os teus seios

São o pôr-do-sol da solidão, na palavra,

Ou na palma da minha mão.

 

No branco vento,

Do amanhecer,

Os teus seios são brasa, e são

O viver, na ausência da voz do fogo,

Os teus seios em brasa

 

Na minha mão, e no sofrer.

No branco, e no vento,

Do mar aos lábios, e da certeza, do mel,

Os teus seios são a ribeira invisível,

Que sobre o amanhecer da minha insónia.

 

22/09
01:03