14 agosto 2026

Olho-te da pele cansada

Olho-te da pele cansada, e às vezes

Na pele fria, da noite

Sentir-te, tocar-te

Olho-te da pele casada, e às vezes

No silêncio de um beijo,

 

Desenho no teu ombro,

O beijo de um silêncio.

 

14/08
19:33

Vou escrever sobre a

Vou escrever sobre a tempestade,

Que virou, a saudade

De não o ter, e o ser

O corpo quase gente, quase

O milhafre ferido, das noites de insónia

 

Vou escrever, eu

O pi na rotação, da mão

No sono, na razão

Vou escrever sobre o vento,

Que virou, desencanto

 

14/08
19:23

Dormes no profundo silêncio de uma espada, sobre

Ti, em nua lua em luar, a minha

Sombra, dormes

 

Profundamente, sobre mim.

 

14/08
02:54

Porque o era, foi descendo, deixou de vencer

Porque o era, foi descendo, deixou de vencer

Sentou-se, e pensou,

Quem eu sou?

Falta a gelatina, acabou

Não há sobremesa que resista, ao poema

Veneno da espingarda

 

A terra está molhada, está fria a equação do desejo, e do mar

Amar, quando a tripla integral da solidão, se vai

Aos poucos

De vento em popa, de cabelo ao vento

Lamento, estamos encerrados

 

De momento

Porque o era, porque sempre o foi

A estátua, e esfera, fera

Na jaula a brincar com as grades, invisíveis

Do amanhecer

Ser, sem o querer, a dor

 

E poeta.

 

14/08
01:03