Olho-te da pele cansada,
e às vezes
Na pele fria, da noite
Sentir-te, tocar-te
Olho-te da pele casada, e
às vezes
No silêncio de um beijo,
Desenho no teu ombro,
O beijo de um silêncio.
14/08
19:33
Olho-te da pele cansada,
e às vezes
Na pele fria, da noite
Sentir-te, tocar-te
Olho-te da pele casada, e
às vezes
No silêncio de um beijo,
Desenho no teu ombro,
O beijo de um silêncio.
14/08
19:33
Vou escrever sobre a
tempestade,
Que virou, a saudade
De não o ter, e o ser
O corpo quase gente,
quase
O milhafre ferido, das
noites de insónia
Vou escrever, eu
O pi na rotação, da mão
No sono, na razão
Vou escrever sobre o
vento,
Que virou, desencanto
14/08
19:23
Porque o era, foi
descendo, deixou de vencer
Sentou-se, e pensou,
Quem eu sou?
Falta a gelatina, acabou
Não há sobremesa que resista,
ao poema
Veneno da espingarda
A terra está molhada,
está fria a equação do desejo, e do mar
Amar, quando a tripla
integral da solidão, se vai
Aos poucos
De vento em popa, de
cabelo ao vento
Lamento, estamos
encerrados
De momento
Porque o era, porque
sempre o foi
A estátua, e esfera, fera
Na jaula a brincar com as
grades, invisíveis
Do amanhecer
Ser, sem o querer, a dor
E poeta.
14/08
01:03