Porque o era, foi
descendo, deixou de vencer
Sentou-se, e pensou,
Quem eu sou?
Falta a gelatina, acabou
Não há sobremesa que resista,
ao poema
Veneno da espingarda
A terra está molhada,
está fria a equação do desejo, e do mar
Amar, quando a tripla
integral da solidão, se vai
Aos poucos
De vento em popa, de
cabelo ao vento
Lamento, estamos
encerrados
De momento
Porque o era, porque
sempre o foi
A estátua, e esfera, fera
Na jaula a brincar com as
grades, invisíveis
Do amanhecer
Ser, sem o querer, a dor
E poeta.
14/08
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