14 agosto 2026

Porque o era, foi descendo, deixou de vencer

Porque o era, foi descendo, deixou de vencer

Sentou-se, e pensou,

Quem eu sou?

Falta a gelatina, acabou

Não há sobremesa que resista, ao poema

Veneno da espingarda

 

A terra está molhada, está fria a equação do desejo, e do mar

Amar, quando a tripla integral da solidão, se vai

Aos poucos

De vento em popa, de cabelo ao vento

Lamento, estamos encerrados

 

De momento

Porque o era, porque sempre o foi

A estátua, e esfera, fera

Na jaula a brincar com as grades, invisíveis

Do amanhecer

Ser, sem o querer, a dor

 

E poeta.

 

14/08
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