Daqui à lua é quase dia
Daqui à lua é quase
poesia
Na mão de uma flor
Há luz que encadeia
E há luz que nos guia
Daqui à lua nua e sem
alegria
A vida e a fome
E a covardia
Que sente ou que sentia
A dor no peito
Lá fora que chovia
E o tolo cada vez mais
sem jeito
Farto desta vida
Ao que sentia o vento
endiabrado
Que foi à janela e viu a noite
E se despiu
E todo nu disparou contra
a cabeça
Meia dúzia de versos sem
nexo e sem existência
Daqui à lua é quase dia
Quase dia meu amor
Francisco
17/05
06:40
