17 maio 2026

Daqui à lua é quase dia

Daqui à lua é quase dia

Daqui à lua é quase poesia

Na mão de uma flor

Há luz que encadeia

 

E há luz que nos guia

Daqui à lua nua e sem alegria

A vida e a fome

E a covardia

 

Que sente ou que sentia

A dor no peito

Lá fora que chovia

E o tolo cada vez mais sem jeito

 

Farto desta vida

Ao que sentia o vento endiabrado

Que foi à janela e viu a noite

E se despiu

 

E todo nu disparou contra a cabeça

Meia dúzia de versos sem nexo e sem existência

Daqui à lua é quase dia

Quase dia meu amor

 

Francisco

17/05
06:40