Alguém assassinou a noite
e a vestiu de só
Alguém deu a mão à
solidão porque a chuva traz o brilho oiro
De uma sandália sem condomínio
destino
E sempre que alguém
escreve a luz nas janelas de um olhar
Despindo-se
Deitando-se sobre a mesa
O mármore glótico morre
A morte deverá ser o mais
lindo poema que a vida tem
Porque alguém quer a lua
acorrentada aos sítios isolados da mesura estrela de dormir
Se no poço mais fundo do
silêncio
Habita a voz amordaçada
E depois de morrer
A noite é feliz
Tão feliz que dizia às
paredes pinceladas de orgasmo
Que um dia
Voaria
Nas mãos de um outro dia
Sem o menino poesia


