Morre-se,
aos poucos e sentimos
o vazio da lágrima,
adormecida,
e cansada,
de tanto caminhar,
caminhar na estrada,
nua,
e sentida,
nas primeiras horas da
madrugada.
Sentida,
a estrada,
e a vertigem dos teus
olhos
quando o universo
é apenas a imagem do
ontem,
esperando,
e caminhando,
sobre o gelo
e sobre o fogo,
e esperando,
morrer.
08/10
12:00