A serra no meio do dia quando o meu sonhar era a primeira rosa dentada do roseiral, quando a roda perfumada era o triângulo do mar que estava no silêncio dos teus olhos,
A serra está a arder no toque do orvalho, e o vento traz da chuva a escuridão de um relógio quase gelo na alvorada da morte,
A serra é o pincelar da lua no silêncio dos girassóis que o livro lança contra o fogo, e
Assim, será a serra o horário da minha triste maré, ausente, mas não é mais o viver em verso que o verso escrever, no verso, do verso que sente a luz do teu olhar.
E deste triste viver.
08/10
02:44