11 outubro 2026

Vadio sono

Morreu na estrada acreditando que o vadio sono era a companhia de uma noite, mas a noite suicidou-se na mão de uma caneta, e o senhor das entregas, enganou-se na noite, e foi rezar, pela manhã a outra capela, do outro lado da página.

 

Morreu sem deixar estrada caminhada quando a chuva lhe dizia, calma, calma,

E uma árvore, ao longe, também ela,

Calma, calma,

Tanta era a calma que o areal se transformou em mil cantigas, e que de todo o mar, regressavam as caravelas vindas de outras vaginas.

 

Morreu. Morreu sem carta escrita nem morada conhecida, nem outro destino da origem da limitação do presépio, que tinha sido, o último, da primavera de ontem. A alegria era pouca, e cada Rei Mago, uma pechincha na mão, três panfletos por vinte a dividir pela esquadria do clitóris, quase em sintonia e em agonia,

 

Ele morreu de tristeza.

 

11/10
22:06

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