Morreu na estrada
acreditando que o vadio sono era a companhia de uma noite, mas a noite
suicidou-se na mão de uma caneta, e o senhor das entregas, enganou-se na noite,
e foi rezar, pela manhã a outra capela, do outro lado da página.
Morreu sem deixar estrada
caminhada quando a chuva lhe dizia, calma, calma,
E uma árvore, ao longe,
também ela,
Calma, calma,
Tanta era a calma que o
areal se transformou em mil cantigas, e que de todo o mar, regressavam as
caravelas vindas de outras vaginas.
Morreu.
Morreu sem carta escrita nem morada conhecida, nem outro destino da origem da
limitação do presépio, que tinha sido, o último, da primavera de ontem. A alegria
era pouca, e cada Rei Mago, uma pechincha na mão, três panfletos por vinte a
dividir pela esquadria do clitóris, quase em sintonia e em agonia,
Ele
morreu de tristeza.
11/10
22:06
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