Povoou as veias com potássio
encarnado, mais não sabia que escolher na deriva da cansada estrada, a pedra
simples, tão simples, como a pedra arremessada pela chuva quando do tecto da
solidão, a palavra semeia na enxada da vida, a vida,
A vida de uma ferrugenta
bicicleta, que foi em tempos, enxada e caneta, e que hoje,
E que hoje é apenas
sucata.
E de todos os barcos que
lhe correram nas veias, de uma só vez, eram tantos, tantos os porquês, que
Que se desfez, que se espatifou
contra o muro, da separação, entre o dia, e o vértice cansado da lareira.
Havia sol de então porque
hoje não faz destino, olhar o sol, este sol contrafeito, e vendido ao deus,
dará as pedras a quem as árvores acolher, em casa, na ânsia, sempre, que o
potássio semeado, nas veias, um dia,
Seja o mel dos teus lábios,
E não mais poesia.
06/10
13:39