06 outubro 2026

A vertigem amorfa de um grão de arroz

Cada quadricula do meu sorrir é o intervalo de tempo de, (t) inicial e igual a mil estrelas sem luz até (t) igual, à vertigem amorfa de um grão de arroz.

 

Cada quadricula do meu sorrir é o alicerce que vence a gravidade, que dispõe de água sideral e salgada, na veia principal da morada.

 

A rua despede-se dele, de mim, quando se confundem, ele e eu, na madrugada sangrenta, vertiginosa de um gomo de laranja em livre queda, às vezes

Distante do almoço.

 

Cada quadricula do meu sorrir que se verte no abismo útil de pertencer ao décimo quinto desterro de viver, saber que nada mais poderá vencer, o dispor agora de uma máquina para viajar no tempo, e retirar ao tempo, dez elevado a seis, janelas, quebradas, no recreio da escola.

 

Cada quadricula era uma flor, e hoje, não passam de quadriculas, invertidas e envergonhadas, que cada delta (X) ou delta (Y) no silêncio do tempo, são só e só, letras desgovernadas, na mão de uma colmeia, de uma aurora boreal tão linda como o mel.

 

06/10
20:16