14 setembro 2026

No azul-amar

No azul-amar, se rios

e mares, distantes

doentes,

ou ausentes,

na voz, a disfarçada gota de água

que dança sobre o gelo,

que come e que dorme, na dor

e da porta que se abre, aqui

quase dia, quase

outra cidade.

 

Pegava na tua mão, e dava duas voltas

ao sol, e três curvas, ao luar.

 

14/09
03:20