13 setembro 2026

Flores do destino

Eram as flores do destino, cada rua

Parecia um jardim, um jardim poético

Cansado do vento, triste

Como a noite, como a gente.

 

Alegre, nunca o foi, nem lua

O soube ser, tinha medo, medo do luar

E medo, do seu escrever

E medo, o medo de sonhar.

 

Eram as flores do destino, sentindo

A chuva ardente do silêncio, na outra

E distante madrugada, ao longe um rio,

E na mão, uma espada.

 

13/09
19:16