Cada rua é uma charrua
na alma da gente,
eu,
que já duvido se,
se sou gente,
apenas vento
ou,
apenas,
lama disfarçada,
de gente.
Mas a gente
vai andando,
sem medo, sem,
sem pressa,
e acima de tudo,
de cabeça,
erguida.
Cada rua é uma charrua
na alma da gente,
que sente,
a mão
de tanta outra gente,
mas há gente, cruel,
que não
tem pejo nem dente
para foderem, a vida, da
gente.
E é isto,
o corpo da gente.
Ruas
e ruas e gente,
gente doente, gente
que
mente,
e gente
que já não sente,
o sorriso,
da gente.
Que gente.
Esta gente.
29/09
05:14