29 setembro 2026

Na cabeça, da gente

Cada rua é uma charrua

na alma da gente,

eu,

que já duvido se,

se sou gente,

apenas vento

ou,

apenas,

lama disfarçada,

de gente.

 

Mas a gente

vai andando,

sem medo, sem,

sem pressa,

e acima de tudo,

de cabeça,

erguida.

 

Cada rua é uma charrua

na alma da gente,

que sente,

a mão

de tanta outra gente,

mas há gente, cruel,

que não

tem pejo nem dente

para foderem, a vida, da gente.

E é isto,

o corpo da gente.

Ruas

e ruas e gente,

gente doente, gente

que

mente,

e gente

que já não sente,

o sorriso,

da gente.

Que gente.

Esta gente.

 

 

29/09
05:14