25 setembro 2026

A sombra do rosto

A espuma sincera da lâmina

que golpeia a sombra do rosto,

que temido é o espelho,

entre manhãs de silêncio mergulhado

e infeliz, no fumo áspero da mão

e a matriz cinzenta de um olhar.

 

O sangre sangra o rosto, na pedra

que sobejou do jantar de ontem,

ontem, depois do sol, a catedral

quase musgo

na luz do primeiro,

o beijo.

 

E despede-se, lentamente

a espuma, do rosto, que apenas, e só

existe no espelho.

E a cada pêlo serrado, o rosto emagrece, e se esconde

na

na espuma.

 

25/09
23:20