Um orifício tinha-o
No peito
Dorso no verso coxo
O andaime em equilíbrio
Desalentado
Versado
E depois, multado.
A espingarda é a candeia
Que traz a escuridão do
amanhecer, canta o sapo
Fuma a cigarra, se
deleita a formiguinha
Com a luz do luar
Desenhado
E sonhado,
Por uma outra,
formiguinha que não sabia desenhar.
Às vezes é preciso fazer
um esforço
Para deixar de sentir,
para
Para voltar a sentir, o
rio a caminhar
E ouvir pela manhã
O assobio
Do Bocage a cagar.
Um orifício tinha-o
No peito,
A ferrugem do nome.
11/07
22:42