11 julho 2026

Um orifício tinha-o No peito

Um orifício tinha-o

No peito

Dorso no verso coxo

O andaime em equilíbrio

Desalentado

Versado

E depois, multado.

 

A espingarda é a candeia

Que traz a escuridão do amanhecer, canta o sapo

Fuma a cigarra, se deleita a formiguinha

Com a luz do luar

Desenhado

E sonhado,

Por uma outra, formiguinha que não sabia desenhar.

 

Às vezes é preciso fazer um esforço

Para deixar de sentir, para

Para voltar a sentir, o rio a caminhar

E ouvir pela manhã

O assobio

Do Bocage a cagar.

 

Um orifício tinha-o

No peito,

 

A ferrugem do nome.

 

11/07
22:42