Mais amassado do que o pão
Saloio,
Mais sem peças do que o cacilheiro
Para o Barreiro,
Mais sem jeito, muito
mais a preceito
Dormir sobre a estrada
Dormir embrulhado
Na sombra
De uma viga alveolar,
Mais sem fim, o cansaço
Abstracto e infinito, e
indesejável
O mel da boca da serpente
Que tem o veneno
Que tem a voz ausente.
11/07
22:27