11 julho 2026

Mais amassado do que o pão Saloio,

Mais amassado do que o pão

Saloio,

Mais sem peças do que o cacilheiro

Para o Barreiro,

 

Mais sem jeito, muito mais a preceito

Dormir sobre a estrada

Dormir embrulhado

Na sombra

De uma viga alveolar,

 

Mais sem fim, o cansaço

Abstracto e infinito, e indesejável

O mel da boca da serpente

Que tem o veneno

Que tem a voz ausente.

 

11/07
22:27