11 julho 2026

Sábado

Sábado

O ananás fatiado, falecido

Sobre a mesa

Na água vírgula

O pão miolo

Da algema

 

A cama sémen na alvorada

A mesa

O prato

A faca molhada

 

A cadeira sentada

O pavimento adormecido

Sentindo

Sentido

 

O sábado

Que nunca mais acaba

Que ainda nem começou

Que ainda, que ainda não é nada

 

E que já me irritou.

 

11/07
06:30