O marfim, enfim, o fim
o sapato sentado na
algibeira da náusea
que desdém
e que interfere na
pirâmide
e da cultura do milho,
abria a janela,
e sentia
ao longe o toque do sino
e a minha mão que ardia,
e a minha mão quase gelo,
quase
sangria, quase alegria,
quase
o poço das feras
amestradas,
quase a chávena despida,
nua
nas páginas de um livro.
O trígono e místico
cansaço,
o avanço e a lebre a
atravessar a estrada,
mal fechada, a porta de
entrada, já velha e triste,
está a enxada, e a água
amansada,
que maçada
amanhã,
o ouvido em flor, em mel
e no pólen de uma
pulga. não sabemos, saber
o
que na raiz de uma
alvorada
o polvo descalço vai em
seu caminhar,
a vírgula, o orifício
mais pequenino da seara,
o olho,
o lírio em seu voar,
em seu morrer
no seu amar.
Mas o marfim, enfim, o fim
o sapato sentado na
algibeira da náusea
que desdém e mantêm
a charrua afiada,
a espada
asseada,
e limpa, porque qualquer
pescoço,
merece
higiene a asseio, o trio
obscuro da vergonha,
quando a chuva é o
milhafre constante
da última incógnita da
primavera.
E minhas letras são
pedras,
e são coágulos de areia
na semente da vida.
26/07
22:31