O prego satisfaz a mão
na verde seara que a
madeira veste
cada atalho
e depois sabemos que a
luz
sabe e deseja
a maré agreste
que às vezes
é a despedida
e o adeus.
O prego se diverte
na cantiga escrita na
terra vandalizada
porque o sol tem janelas
de iodo
e nos olhos há tungsténio
quase lixo
a rua será tanta gente
que gente
esta
sempre contente
sempre a ordeira
ordeira gente.
E partiu-se a cadeira
asfaltada
na solidão da roseira
até que a vírgula
pega com a mão
a caneta assassina
e ao descair a noite
lambe-a
a pétala envergonhada do
pôr-do-sol
e o prego lá fica
entalado numa qualquer
frincha da
madeira.
31/07
22:34