Francisco, que um dia foi pássaro
E do outro dia
Mesmo antes de ser dia
Foi estrela
E foi a quinta sinfonia
Francisco, também bebia
Às vezes, às vezes o
Francisquinho
Chorava
Mas também cantava
Enquanto se drogava
Francisco foi gente, e
com gente muita lidou e se dava
Gente capaz de tudo,
capaz de tudo, esta gente malvada
Esta importante gente que
ele aos poucos, odiava.
Francisco, foi poeta
Foi astro
Nauta
Foi pincel
E gel de banho
Francisco, foi verso de
uma canção
E foi janela
E escada e mão,
E hoje, o Francisco, é
apenas um louco; por aí o dizem.
(PROCURA-SE O QUINTO
ESTADO DA MATÉRIA, “O CONDENSADO DE BOSE-EINSTEIN”, QUALQUER INFORMAÇÃO:
917X69X21)
(ALMADA
QUER ÁGUA
CANALISADA)
10/07
21:40