A dor ouvida na distância
que separa o negro,
do abstracto cinzento
depois, apagar a mão,
e depois
recolher as nódoas da
solidão
antes que acorde a noite.
Noite depois
da vergonha e do silêncio
urge,
dizer,
escrever na cansada
miséria,
que o vento levou a
árvore que sustentava a luz
e a reflexão,
quando o sonho é o
infinito
desgosto de ser.
A dor, o viver
a áurea dimensão da
espingarda
sobre a mesa,
na morte e da partida da
voz.
28/07
20:38