28 julho 2026

A dor

A dor ouvida na distância

que separa o negro,

do abstracto cinzento

depois, apagar a mão,

e depois

recolher as nódoas da solidão

antes que acorde a noite.

 

Noite depois

da vergonha e do silêncio

urge,

dizer,

escrever na cansada miséria,

que o vento levou a árvore que sustentava a luz

e a reflexão,

quando o sonho é o infinito

desgosto de ser.

 

A dor, o viver

a áurea dimensão da espingarda

sobre a mesa,

na morte e da partida da voz.

 

28/07
20:38