Pouco, o nada
O tudo capaz de rasgar a
montanha
Que cada equação
resolvida
É uma rua
É uma estrada
Sem saída,
O tudo ou o nada
A tristeza
A madrugada
O silêncio
E a alvorada
Sem nada,
O cigarro quase cadáver
A minha vida quase um
cigarro
Suspenso no cinzeiro
Suspenso na luz
E no frio
De uma mão,
Mas tudo passa
Mas tudo vai morrer
O tudo
E o nada
A luz
E o meu escrever,
Tudo vai morrer
Acreditando
Acreditando que lá fora
há rios sem nome
Que da janela do quarto
já não se observa o mar
Tudo, nada
Este meu amar.
24/06
05:18