24 junho 2026

Pouco, o nada

Pouco, o nada

O tudo capaz de rasgar a montanha

Que cada equação resolvida

É uma rua

É uma estrada

Sem saída,

 

O tudo ou o nada

A tristeza

A madrugada

O silêncio

E a alvorada

Sem nada,

 

O cigarro quase cadáver

A minha vida quase um cigarro

Suspenso no cinzeiro

Suspenso na luz

E no frio

De uma mão,

 

Mas tudo passa

Mas tudo vai morrer

O tudo

E o nada

A luz

E o meu escrever,

 

Tudo vai morrer

Acreditando

Acreditando que lá fora há rios sem nome

Que da janela do quarto já não se observa o mar

Tudo, nada

Este meu amar.

 

24/06
05:18