06 junho 2026

Trago no peito a sentença

A espada lança e que em mim, às vezes balança

Que às vezes é dia, noite sempre o é

Trago no peito o destino em ser

 

Ter em mim a sonolência da chuva, quando a lua é apenas a lua, quando as estrelas são pregos em aço, pedaços de sucata alegre

Quando a luz pertence ao abismo, e se ao menos vendessem aquecedores para aquecer o talento de uma pulga

Ou se a terra fosse um cubo

Tão pequenino como os olhos da pulga

 

Trago no peito a sentença, que a esperança

E o sorriso são versos já sem nome

São palavras, são ventos

E é fome

 

06/06
04:07