Trago no peito a sentença
A espada lança e que em
mim, às vezes balança
Que às vezes é dia, noite
sempre o é
Trago no peito o destino
em ser
Ter em mim a sonolência
da chuva, quando a lua é apenas a lua, quando as estrelas são pregos em aço,
pedaços de sucata alegre
Quando a luz pertence ao
abismo, e se ao menos vendessem aquecedores para aquecer o talento de uma pulga
Ou se a terra fosse um
cubo
Tão pequenino como os
olhos da pulga
Trago no peito a
sentença, que a esperança
E o sorriso são versos já
sem nome
São palavras, são ventos
E é fome
06/06
04:07