Voávamos nas margens infinitas de um olhar
Capaz do louvor ardente
em outras ruas e nomes
Os ausentes
Trabalhos
Incapaz de voar e de saber
que há no silêncio de uma vírgula
A saliva do desejo em não
o desejar
Na cama uma abelha acaricia
o sexo de uma sombra
E têm os seios da sombra as
aspas da madrugada
Que é a sebenta e que é a
luz molhada
Que traz do mar
A triste estrela
E o fim de um olhar
E o que fazer com a
janela que está encerrada
Na quase maré e incenso
da boca
Que o sexo da sombra é o
mergulho
No sangue oculto
Encarnado da abelha
Na esperma cama que a
noite adivinha
04/06
10:27