À sombra de uma espiga, o
aço de uma viga
Que suporta a tristeza
E a vida,
À sombra de uma espiga, a
loira espiga de trigo, o mar
Está cansado, tão cansado
de caminhar
Tão cansado, cansado de
sonhar
À sombra de uma loira
espiga de trigo, quando regressa a noite
E o pão se veste de lua,
as migalhas do pão
São estrelas
São estrelas sem luar
À sombra de uma espiga, de
uma loira espiga de trigo
Que o vento embala, e que
a balança sobre o néon da madrugada
Que é também e advém da
misera luz
Do rio dos seios que o
corpo esconde
À sombra de uma loira
espiga de trigo, sem nome.
27/06
21:27