O sono lembra histórias
de brincar,
E sabe, sabe tudo sobre o
esconderijo onde habita o temido destino, e o prometido,
Destinado a ser um
pêndulo, talvez o de Foucault ou outro pêndulo qualquer,
Há sempre um fio, sempre
invisível ao tempo, entre dois pontos de luz, o negro, e o silêncio
E tem a espada na mão
como se fosse uma serpente, ou o trigo,
Que depois é o pão.
Mas o sono tudo sabe
sobre a noite,
Só o sono consegue
inverter as imagens do dia
E as transformar em
outras palavras, semeadas na algibeira da tarde, uns dirão que é poesia,
Outros que nada é,
E outros,
Que a loucura é a distância
entre o pénis e a lua.
Eu? Eu nada,
Nunca entendi o sono, nem
a falange da madrugada,
Nunca fui marinheiro, e
de barco andei meio mundo,
Convencido que as almas
são moedas de oiro
Dentro da barcaça, dentro
da íris
Que sempre acorda, depois
do sono.
Francisco
01/05