Pronta está a espada,
quieto o corpo que sente
Enquanto deitado,
enquanto sólido ardente
Na fogueira de um olhar
Ou no mar
De uma gota de sangue.
A espada apenas poisa no
peito sofrido
Da sombra acabada de nascer
E o corpo sabe que aquele
pingo gélido de sangue
Provocado pela ponta da
espada
Será a porta de acesso ao
sorriso.
O corpo já não se
interessa do corpo que cessa
E se despede do sítio
invisível do alento destino
Que o corpo morre aos
poucos
Como o rio que sobe a
montanha
No adeus de uma vírgula
em delírio.
Francisco
03/05