02 maio 2026

Porque me despeço deste sentir

Porque me despeço deste sentir

Em nada de ser, e de sentir

O que sinto.

Porque me despeço deste sentir

E de quase nada ter, do todo quase gelo

Que a fogueira da chuva poisa em verso

Se o meu sonhar

Não sonhar

E se eu o querer,

Mas se não me querendo nem o amanhecer

Como posso eu viver

Como posso eu sentir

Tanto sofrer.


Francisco

02/05