Porque me despeço deste sentir
Em nada de ser, e de sentir
O que sinto.
Porque me despeço deste sentir
E de quase nada ter, do todo quase gelo
Que a fogueira da chuva poisa em verso
Se o meu sonhar
Não sonhar
E se eu o querer,
Mas se não me querendo nem o amanhecer
Como posso eu viver
Como posso eu sentir
Tanto sofrer.
Francisco
02/05