04 abril 2026

vem cá, meu amor

vem cá, meu amor

pega na minha mão e faz dela um verso

converso, o reverso miolo que jaze sobre a mesa em flor

que o esforço transverso

 

não é só dor, é também o infinito destino

em órbita lunar

que quando estou faminto, sou menino

e que me alimento apenas a olhar o mar

 

vem cá, meu amor

e não tenhas medo

nem do inferno odor

 

nem da minha despedida

porque amanhã, logo cedo

sou apenas e só, só um corpo em partida

 

04/04/2026, 03:43