vem cá, meu amor
pega na minha mão e faz
dela um verso
converso, o reverso miolo
que jaze sobre a mesa em flor
que o esforço transverso
não é só dor, é também o
infinito destino
em órbita lunar
que quando estou faminto,
sou menino
e que me alimento apenas
a olhar o mar
vem cá, meu amor
e não tenhas medo
nem do inferno odor
nem da minha despedida
porque amanhã, logo cedo
sou apenas e só, só um
corpo em partida
04/04/2026, 03:43