o silêncio está em vento,
ao distante, longe
dois pontos de luz em
recta linha, dentro de um negro buraco
ao invés do destino, sem
término, sem luz no caminho
na recta linha que não
mais acaba
que nunca mais é dia, é o
puro anel de brilhante púrpura
que ao acordar, de menino
fica poesia
o silêncio está em vento,
e o sentir-te já não é o sonhar
tão pouco o é desejar,
muito menos, te olhar
de cinco em cinco
segundos-luz, volta o vento, não traz o silêncio
mas traz outro vento, mas
traz outra voz
que semeia ma terra falsa
da aldeia, as palavras e os números
e as almas por vender
a venda foi um falhanço,
de cinco almas vivas, apenas deixou uma ficar
serviu de penhora, e que
um qualquer agiota lhe deu pela alma viva, livro-e-meio de poesia, coisa pouca,
horas depois
já fome sentia
e pensar em dormir, não
não o fazia
porque o silêncio está em
vento, a flor quase sem pétalas
e o silêncio que está no
vento, se ergue e que se revolta
porque à sua volta
um exército de palavras o
espera, e a alma viva, percebe
o que todo aquele
exército lhe quer, apenas e só
o só nome seu
que foi geada em criança
que é hoje enxada nas
mãos do céu
Alijó, 10/04/2026, 19:16