12 abril 2026

nunca tive tempo, andei sempre e sempre sempre dentro do vento

nunca tive tempo, andei sempre e sempre

sempre dentro do vento

e sempre, eu, sem tempo

há tanto tempo, que apenas sinto o corredor cada vez mais ínfimo e pequenino

há quanto tempo, eu te espero, meu destino

há quanto tempo, que fiquei sem tempo, e perdido no vento

ai se o tempo, sentisse aquilo que sinto (sento)

eu tinha tempo, tanto tempo

para quê?

se o tempo é de borla e é deus que o dá, dizem-no

oh,

e para que quero eu tempo, se pouco ou nada, tenho

para fazer neste tempo

se ao menos o tempo soubesse quanto ainda resta ao tempo,

 

para deixar de ser tempo, e ser apenas vento.

 

12/04/2026, 05:52